SBNeC 2010
Resumo:J.090


Prêmio
J.090CARACTERIZAÇÃO DO ABRASAMENTO INDUZIDO POR NICOTINA EM RATOS ADOLESCENTES: DETERMINAÇÃO DO POSSÍVEL ENVOLVIMENTO DO ESTRESSE OXIDATIVO
Autores:Patrícia Xavier Lima Gomes (UFC - Universidade Federal do Ceará) ; Gersilene Valente de Oliveira (UFC - Universidade Federal do Ceará) ; Fernanda Yvelize Ramos de Araújo (UFC - Universidade Federal do Ceará) ; Ana Vírgínia Lima da Silva (UFC - Universidade Federal do Ceará) ; Carolina Melo de Souza (UFC - Universidade Federal do Ceará) ; Silvânia Maria Mendes Vasconcelos (UFC - Universidade Federal do Ceará) ; Francisca Cléa Florenço de Sousa (UFC - Universidade Federal do Ceará) ; Danielle Silveira Macêdo (UFC - Universidade Federal do Ceará)

Resumo

Objetivos: Um modelo experimental de epilepsia progressiva é o abrasamento (kindling). Este pode ser elétrico ou químico, no entanto, apenas recentemente ocorreu a caracterização do abrasamento induzido por nicotina em camundongos. Assim, objetivou-se com este trabalho determinar o desenvolvimento do abrasamento induzido por nicotina em ratos adolescentes e verificar a participação do estresse oxidativo neste processo. Metodologia: Foram utilizados ratos Wistar machos periadolescentes, 35-37 dias (50-60g, n=8-10 por grupo), tratados com 4 diferentes doses de nicotina (NIC 1, 1,5, 2,0 e 2,3 mg/kg, intraperitonealmente), de segunda a sexta-feira por 4 semanas. Os animais foram submetidos à avaliação da atividade convulsivante, em dias alternados, pela escala de Racine (1972) modificada por Itzhak e Martin (2000), consistindo em uma observação visual durante 15 min após a administração da NIC. Os animais controle (C) receberam salina. Trinta min após a última administração de NIC os animais foram dissecados para a retirada do córtex pré-frontal (CPF), hipocampo (HC) e núcleos da base (NB) sendo determinados os níveis de espécies reativas ao ácido tiobarbitúrico (TBARS) expressos em absorbância e glutationa reduzida (GSH) expressos em ng/g de tecido. A análise estatística dos dados foi feita por ANOVA seguida do teste de Tukey’s, considerando significativo p<0,05. O Projeto foi aprovado pelo Comitê de ética em pesquisa animal da Universidade Federal do Ceará (Nº protocolo 41/10). Resultados e Discussão: A administração repetida de NIC 2 e 2,3 mg/kg durante 4 semanas causou convulsões de estágio 5 na escala de Racine com clonias de membros anteriores e posteriores, flexão da cabeça e corpo inteiro e perda do controle postural em todos os animais, sendo o último dia significativo em relação ao primeiro, pois os animais passaram do estágio 3 (início do tratamento) para o estágio 5 (final do tratamento) da referida escala. O tratamento com NIC2 causou a morte de 2 animais, enquanto com a outra dose (2,3), 3 animais morreram. Os animais tratados com as doses de 2 ou 2,3 mg/kg apresentaram aumento significativo, maior que 200% nos níveis de TBARS no hipocampo (C- 0,03524± 0,001073; NIC 2- 0,1368± 0,01492; NIC 2,3 - 0,1109± 0,01970), enquanto os níveis de GSH aumentaram com a dose de 1 mg/kg nos NB (C- 3250± 333,7; NIC1- 6676± 1191) e reduziram com a mesma dose no HC (C- 7360± 1083; NIC1- 2972± 232,3. Conclusão: A melhor dose para a indução do abrasamento por NIC em ratos periadolescentes é a de 2mg/kg durante 4 semanas, pois foi a dose que causou menor mortalidade dos animais. O mecanismo para a indução deste comportamento parece estar associado ao aumento da peroxidação lipídica especificamente no hipocampo. Já a administração repetida de NIC1 apresentou possível efeito antioxidante nos núcleos da base.


Palavras-chave:  abrasamento, nicotina, estresse oxidativo